A ByourChange é uma agência real, fundada em janeiro de 2024, com sede em Paços de Ferreira e um modelo B2B exclusivamente virado para PMEs portuguesas. Atua em três frentes: gestão de redes sociais, a que chama ByourFlow, branding e landing pages. A captação funciona, porque SEO, redes, podcast e networking trazem-lhe contactos novos. O que acontece a seguir ao primeiro contacto é que estava por definir. O trabalho era olhar para a agência de fora, perceber em que ponto a relação com o cliente se interrompe e propor campanhas concretas para a segurar. A leitura apontou sempre para o mesmo sítio: falta automação no onboarding e falta conteúdo educativo para acompanhar quem ainda não está pronto para comprar.
Projetos / 04 · Marketing relacional
ByourChange: analisar uma agência
e desenhar-lhe a relação.
Trabalho académico de Marketing Relacional sobre a ByourChange, uma agência de marketing de Paços de Ferreira que trabalha só com PMEs portuguesas. Em grupo de três, analisámos o posicionamento, construímos três personas, mapeámos a jornada do cliente e desenhámos quatro campanhas de relação, com os emails maquetizados. A agência é real; o trabalho é uma análise feita de fora.
Capa da síntese executiva. A fotografia é da equipa da ByourChange e vem dos materiais da agência; o relatório é meu, do Rodrigo Polícia e do Tomás Ferreira, para a unidade curricular de Marketing Relacional.
O desafio
Captar é fácil.
Segurar é que não.
O que fiz
Posicionamento e análise SWOT
Levantámos o que a agência é hoje: o modelo de negócio, os três pilares de serviço e a proposta de valor. A SWOT organizou forças, fraquezas, oportunidades e ameaças a partir dos dados públicos da ByourChange.
Três personas e a jornada do cliente
João Silva, empresário de PME sem tempo nem conhecimento digital; Maria Costa, fundadora de startup que quer autoridade depressa; Carlos, diretor de marketing numa empresa de logística. A jornada foi mapeada em duas fases, captação e onboarding, até ao ponto em que a comunicação deixa de existir.
Quatro campanhas de marketing relacional
Notoriedade e captação, ativação e onboarding, retenção, e ação imediata por SMS e voz. Cada uma com o gatilho, o objetivo e o email maquetizado, incluindo a apresentação da gestora de conta e o uso de prova social e do podcast.
Gestão do trabalho em Scrum
O grupo correu em sprints, com Product Owner, Scrum Master e equipa de desenvolvimento, e um quadro Trello a centralizar o fluxo de tarefas.
O trabalho
A análise e as campanhas
Seis páginas do relatório. As duas primeiras são a leitura da agência; as quatro seguintes são as campanhas propostas, cada uma com o email maquetizado.
O que entreguei
O trabalho em números
Números do que o trabalho produziu, não do desempenho da agência.
Personas construídas, com dores e objetivos distintos
Fases da jornada do cliente mapeadas
Campanhas desenhadas, com email maquetizado
Problema central identificado: o silêncio depois do primeiro contacto
O que levo daqui
As recomendações finais couberam em três frases: usar inteligência artificial para automatizar o atendimento inicial e o onboarding, alargar o conteúdo educativo para acompanhar contactos em fases diferentes, e montar fluxos de nutrição no E-goi, agendamento assistido e novos episódios do podcast.
- Marketing relacional não é enviar mais emails, é decidir o que acontece a seguir a cada gesto do cliente. Foi por isso que as personas e o mapeamento da jornada vieram antes das campanhas.
- Analisar uma marca que não é minha obriga a separar o que a empresa diz de si daquilo que se consegue verificar. Os números da SWOT são da agência; o que este trabalho produziu foram as personas, a jornada e as campanhas.
- O ponto mais caro não estava na captação, estava no silêncio a seguir ao primeiro contacto. Perceber isso mudou o trabalho todo: as quatro campanhas nascem desse vazio, não de um calendário de envios.